
Nada mais era que um sonho bom. Uma canção na madrugada. Um pedaço de torta roubada à calada. Nada mais era que todos seus desejos, completos em apenas uma alma. Nada mais era que o reflexo de todas suas ações, ali, tão distante. Nada mais era senão seu próprio amor refletindo uma ironia. Talvez fosse apenas castigo. Talvez fosse apenas um prêmio. Talvez, não existisse de verdade. Nada mais era que o seu sonho bom. Nada mais era que a sua canção. Era a sua vontade, a sua prioridade. E quem diria nada mais era que parte essencial da sua vida. Só queria acreditar, e todas suas forças eram gastas a cada manhã, quando notava que a terra não havia se modificado, e ainda continuavam separados por algo que não era exato. Mas bastava saber que ele continuava ali, e as forças voltavam para outra desilusão. Só queria acreditar que um dia conseguiria estar ao seu lado, e então perguntar se aquilo realmente era um sonho. Nada mais era, do que a sua realidade. A realidade que havia escolhido, e simplesmente, estava disposto a continuar por você. E um último desejo soltou levemente da tua boca, e logo ele perguntou: Quer casar comigo Roots?

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